Onboarding Kits: as melhores práticas das empresas top
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Onboarding Kits: as melhores práticas das empresas top

Equipa yourgift.pt8 de janeiro de 20256 min leitura

Os primeiros 90 dias definem tudo

A investigação em gestão de recursos humanos é inequívoca: os primeiros 90 dias determinam em grande medida se um novo colaborador vai ficar na empresa a médio prazo. O onboarding não é apenas uma questão administrativa — é a primeira experiência real da cultura da empresa. E o kit de boas-vindas é o momento físico, tangível, em que essa cultura se materializa.

As empresas com os programas de onboarding mais bem avaliados em Portugal partilham uma característica comum: tratam o kit de boas-vindas como o primeiro presente de uma relação longa, não como um custo operacional a minimizar.

Anatomia de um welcome kit de classe mundial

A embalagem importa tanto quanto o conteúdo

O novo colaborador vai fotografar e partilhar o seu kit de onboarding. Empresas como Stripe, Notion e Remote constroem os seus kits com este facto em mente — a embalagem é parte integrante da experiência. Uma caixa magnética com o logótipo da empresa em debossing, interior em papel tissue na cor da marca, e um cartão de boas-vindas manuscrito cria um momento de unboxing que o colaborador vai recordar.

  • Caixa rígida ou magnética com branding discreto
  • Interior forrado em tecido ou papel tissue na cor da marca
  • Cartão de boas-vindas personalizado com o nome do colaborador
  • Organização cuidada dos produtos dentro da caixa

Os produtos essenciais de um kit de nível A

Há uma diferença clara entre um kit de nível B — funcional mas esquecível — e um kit de nível A, que o colaborador usa todos os dias e que reforça o orgulho de fazer parte da empresa. O nível A tem:

  • Diário de qualidade: couro ou cobertura suave, papel de gramagem adequada. O colaborador vai usá-lo em reuniões durante meses.
  • Garrafa ou tumbler premium: o item de daily-carry com maior retorno de visibilidade.
  • Vestuário de qualidade real: não a t-shirt que encolhe na primeira lavagem. Uma hoodie em algodão pesado que a pessoa vai querer vestir ao fim de semana.
  • Acessório tecnológico: um carregador sem fios, um hub USB, ou um stand para telemóvel.
"Quando o novo colaborador abre o kit e pensa 'estes gajes têm mesmo atenção ao detalhe', já ganhámos metade da batalha do employer branding."

Kits para trabalho remoto vs. presencial

A normalização do trabalho híbrido criou duas realidades distintas no onboarding físico. O colaborador que vem ao escritório tem uma experiência diferente do que trabalha remotamente e recebe o kit por correio.

Kit para equipas remotas

O kit enviado por correio tem desafios logísticos adicionais — tem de sobreviver ao transporte sem danos, e a experiência de unboxing tem de compensar a ausência de um colega. Algumas empresas resolvem este problema enviando o kit com instruções para uma chamada de vídeo de boas-vindas no dia da abertura.

Kit para espaços físicos

No onboarding presencial, o kit pode ser mais volumoso. A solução ideal é deixar o kit na secretária antes do primeiro dia, para que a chegada ao espaço de trabalho já inclua esse momento de descoberta.

Quanto investir por colaborador

O investimento típico situa-se entre €40 e €120 por colaborador. A regra de ouro é comparar o custo do kit com o custo de substituir um colaborador que sai nos primeiros 6 meses — que tipicamente equivale a 50–200% do salário anual. Um kit de €80 é trivial nesse contexto.

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